Fazendo-se Justiça

24/04/2006 07:44 h

Jonatas lia a revista em quadrinhos Watchmen. “Esse Allan Moore é bom mesmo; que sorte achar essa revista no sebo da João Mendes”, pensou ao desfazer a dobra antiga no canto da página. Ajeitou-se no banco do vagão do metrô paulistano, endireitando a postura e posicionando melhor sua pasta de office-boy no colo. Estava entre as estações Vila Mariana e Ana Rosa. Um forte clarão, como um flash de câmera fotográfica, ofuscou-lhe brevemente a vista.

— Que foi isso? - perguntou em voz um pouco alta e ligeiramente espantada.

Seu vizinho de banco olhou-o de lado, não entendera direito o que o Jonatas tinha perguntado.

— Estação Ana Rosa, respondeu. A próxima é a Ana Rosa.

Jonatas sorriu.

— Eu perguntei o que foi esse clarão de agora há pouco.

O vizinho de banco disse-lhe que não tinha percebido nada. Jonatas observou os outros passageiros, ninguém parecia ter reparado no clarão. “Ô gente distraída... Vai ver foi o reflexo de algo que está no túnel. Amanhã presto mais atenção nesse trecho. Se lembrar...” Abriu novamente a revista, ia recomeçar a leitura, porém o marcador não estava na página que estava lendo, mas páginas atrás. “Que estranho!” Avançou as páginas até encontrar, dezenas de páginas adiante, a página onde parara a leitura. Envolveu-se novamente com a história, por pouco não perdeu a descida na estação Sé. Na escada rolante reparou numa ruivinha de vestido curto azul. “Olha ela aí de novo. Que pernas!” Guardou a revista na pasta, sem tirar os olhos da ruivinha. “Ontem ela também estava de vestido azul. Será que é uniforme do trabalho?” Ajeitou seu próprio uniforme, o mesmo usado pelos outros dois office-boys no grande escritório de advocacia onde trabalhava. Saindo da estação, parou na banca de revistas para ler as manchetes dos jornais expostos. “Essa rebelião na Febem já não tinha acabado?” Continuou a leitura. “Ei, esses jornais são de ontem! O jornaleiro esqueceu de trocar.” Retornou ao trajeto para o trabalho. Não precisou de muito mais tempo para que percebesse o fato inusitado: tinha voltado vinte e quatro horas no tempo.

Os acontecimentos repetiam-se, todos agiam como agiram no dia anterior. “Nada de importante aconteceu ontem, ou melhor, acontecerá hoje, é um dia como qualquer outro. Vou ficar quase o dia todo no scanner, segunda-feira é meu dia de ‘castigo’. Duas segundas na mesma semana... não se merece... Podia ser domingo, já imaginou que beleza: dois domingos numa semana. E se eu estiver num loop e sempre voltar para a segunda-feira?! Só faltava essa!”

O dia transcorria e Jonatas até estava achando divertido. “Que legal,” pensava, “é como se eu estivesse dentro de um filme.” Por precaução, resistia a conversar sobre o que estava acontecendo. Além de ser difícil que alguém acreditasse, ainda iriam tirar um barato dele, lembrando da história enquanto ele estivesse trabalhando lá. “Se me fizeram voltar no tempo, é porque vou ser muito importante no futuro. Será que tenho que mudar alguma coisa hoje? Se eu tivesse pelo menos uma dica...”

Na hora do almoço, pediu o prato do dia, o mesmo pedido antes, o seu preferido. Seus colegas pediram o mesmo, como também tinham feito antes. Jonatas não conversou com eles sobre o que estava acontecendo. Limitou-se a repetir quase as mesmas frases que tinha dito antes e a ouvir os mesmos comentários.

Passou todo o começo da tarde digitalizando uma pilha de processos. “Depois vou escanear aquele desenho da revista. Vai ficar muito legal como papel de parede no meu micro em casa.” Perto das três horas, seu chefe o chamou. Jonatas já sabia que ele iria pedir para comprar um maço de cigarros. Na volta, continuando a digitalizar, recordou-se que sairia uma segunda vez, a secretaria do chefe pediria para ele comprar um lanche. Passando das quatro, a secretária o chamou. Jonatas foi até a lanchonete preferida da secretária. Enquanto esperava pelo X-Salada, ficou girando a garrafa de refrigerante light no balcão, como fizera antes, mas dessa vez parou depois de alguns giros. Lembrou-se que quando a secretária tinha aberto a garrafa, de tanto que ele havia girado, a pressão do gás fizera com que quase metade jorrasse fora. “Será que voltei no tempo só para evitar sujar o vestido da secretária?” Entregaram-lhe o lanche numa sacolinha, Jonatas pediu mais uma para pôr a garrafa em separado, estava muito gelada, escorregadia, não dava para levar na mão.


15/08/2114 16:30 h

Dr. Hugo de Alcântara Chavez, juiz de tribunal do júri, hoje juiz do Tribunal de Exceção, no gabinete anexo ao tribunal, coçava a nuca, gesto repetido várias vezes quando estava decidindo. Os jurados já haviam se pronunciado pela culpa do réu Mesófanes Castro, responsável pelos ataques genéticos em cinco cidades da região, que geraram anomalias em mais de quatro mil recém-nascidos. Cabia ao juiz apenas determinar a pena. “Uma punição ascendente usual de segunda geração poderia revoltar a população, e daí não votariam em mim na próxima eleição para juiz,” pensou. “Só mais um mandato para poder me aposentar...”

Consultou o limite da alteração temporal possível pela tecnologia atual. Podia-se recuar até quatro gerações. O juiz alterou a imagem da grande tela, queria relaxar.

— Série de imagens Paraíso Sete, comandou ao computador.

A imagem da mulata nua sambando fez com que se lembrasse do tempo de estudante universitário, quando participava de movimentos contra a aprovação da punição ascendente. A pena de morte não tinha contribuído o bastante para reduzir a criminalidade. O Comitê de Punição estudava criar a punição ascendente, proposta apresentada pelo Departamento de Estudos de Viagens Temporais de um instituto de pesquisa.

O juiz tocou na tela, mudou para o noticiário. Pediu as notícias mais recentes sobre esse caso do terrorismo genético.

— Nossa última pesquisa levantou que oitenta e três porcento da população são a favor da punição ascendente ao criminoso Mesófanes Castro - disse o repórter. Ele entrevistou um popular na rua:

— Nós, do povo, queremos ver eliminados do planeta todos os ancestrais desse pilantra, além do próprio dito cujo!

Exibiram depoimentos de mães às lágrimas e imagens de bebês que nasceram com os defeitos genéticos.

— Os bebês só terão uma vida normal após muitas e caras cirurgias e terapias genéticas, disse uma das mães.

A imagem voltou para o repórter, que agora estava diante do Centro de Punição Federal.

— Nestas instalações, disse o repórter, são executadas as punições ascendentes. Primeiro, fazem o levantamento de todos os parentes ascendentes do condenado até onde for a pena. Por exemplo, se a pena for para duas gerações, eles verificam quem são os pais do condenado e o avô. Nas condenações para gerações completas, verificam também os parentes colaterais. A condenação de uma geração completa, por exemplo, abrangeria também os irmãos do condenado.

O repórter passou a entrevistar um dos técnicos do Centro.

O Dr. Hugo desligou a tela. Voltou para sua mesa e assinalou a pena. Descansou com os pés sobre a mesa enquanto se passavam os dez minutos restantes para o reinício da sessão do tribunal.

Entrou no tribunal; todos se levantaram; o réu teve que ser forçado pelo segurança para que se levantasse.

— Seguindo a decisão dos jurados e atendendo o clamor da população, condeno o réu Mesófanes Castro à punição ascendente completa até a quarta geração. Sem direito de perdão a nenhum dos parentes, face a ausência de delação por parte deles.

Mesófanes limitou-se a sorrir, exibindo seus dentes escurecidos.

* * *

Em poucos minutos a sentença da condenação estava no centro de punição.

— Quatro gerações completas! Bem que o desgraçado merece! – disse Jorge, após ler a sentença.

— Será que vai dar tempo de terminar o levantamento? O banco de dados genético só pega umas duas gerações, três em alguns casos. O restante dos antepassados vamos ter que caçar um a um por busca temporal – disse Márcia.

— Vamos pedir auxílio para o Setor Quatro. Em seis horas terminamos tudo, você vai ver.

Em menos de duas horas, Jorge e Márcia já tinham mapeado quais eram os antepassados em duas gerações do condenado. O Setor Quatro levou mais tempo para fazer a busca temporal, verificando quem casou com quem entre os antepassados, quem foram os filhos, recuando, assim, mais duas gerações na família do condenado.

— Jorge, às vezes você não se pergunta se é correto trabalhar nisso de ajudar a eliminar pessoas?

— Elas foram condenadas, não foram? Não é um trabalho nobre, mas alguém tem que fazer, para o bem da comunidade. E é transitório, depois que passarmos da fase de aprendizes vamos pegar outros trabalhos temporais.

— Mas mesmo sabendo o que poderia acontecer com ele e seus parentes, que nem sabiam que ele faria o ataque genético, esse Mesófanes fez o que fez.

— Tem maluco que não tem medo de nada e nem liga para a família, mas pelo menos desse vamos nos livrar e de toda a família. E o patrimônio deles irá cobrir parte das indenizações às famílias prejudicadas.

Márcia recebeu na tela o resultado do levantamento pelo Setor Quatro.

— Transferi para seu terminal sua parte dos dados da busca temporal, Jorge.

— Recebido. Meu avô me contava como era antes da punição ascendente. O Comitê Internacional Contra Entorpecentes infiltrou o mercado com carregamentos de drogas envenenadas, para inibir o consumo. Isso foi há uns quarenta ou cinqüenta anos. O consumo caiu ladeira abaixo conforme a imprensa divulgava a morte de usuários de cocaína, maconha e de diversas drogas ilegais sintéticas.

— Nas aulas de Engenharia Molecular tive um professor que comentou sobre isso, quando os traficantes utilizaram kits de detecção das drogas adulteradas. Mas daí esse tal de Comitê passou a mudar periodicamente a estrutura molecular do veneno utilizado e os traficantes não conseguiam atualizar os kits a tempo.

— Com a queda nas vendas, a maioria dos traficantes partiu para outras atividades criminosas. Quando a situação atingiu um ponto crítico é que se implementou a punição ascendente.

Márcia aguardava o processamento da busca temporal. Tanto ela como Jorge vasculhavam a vida do antepassado de quarta geração do Mesófanes, procurando um ponto de interferência temporal de mínimo custo. Jorge pegou o período de quarenta a noventa anos desse antepassado. Achou três possibilidades. Márcia analisava até a idade de 39. Jorge quebrou o silêncio mantido enquanto estavam trabalhando na análise.

— Retomando a história que meu avô me contava, ele me disse que houve uma queda inicial fraca na criminalidade, mas conforme as punições ascendentes eram executadas às centenas, o resultado surpreendia. O centro de punição ocupava uma área vinte vezes maior do que ocupa hoje. Pais e demais parentes ficaram mais responsáveis com a família, preocupados realmente com a educação dos filhos. Diminuiu o número de crianças abandonadas, de crianças na rua, já que em caso de um filho cometer um crime a família toda poderia ser punida. Caiu também a natalidade e as clínicas de aborto multiplicaram-se.

— Minha mãe fez dois abortos até que decidiu me conceber... Achei mais um, Jorge. Está localizado na idade de 16 anos. Fica na posição de tempo individual de 24/04/2006, horário 7:44:23.

Jorge digitou os números no terminal dele.

— Márcia, ele está no metrô, lendo alguma coisa, confere?

— Isso mesmo. Estou rodando uma simulação temporal em que se retornam apenas vinte e quatro horas de memórias nesse ponto. O processamento está terminando.

Jorge levantou-se e acompanhou as telas no monitor da Márcia.

— A alteração é mínima mesmo. Qual o custo estimado?

— Em pontos temporais, 487. O mínimo que você achou foi 704, não?

— Foi 702... Vamos rodar mais duas simulações dessa alteração. Precisamos margem zero de erro.

Depois de um pouco mais de uma hora eles passaram os parâmetros obtidos para a supervisão.


24/04/2006 16:32 h

Jonatas saiu da lanchonete. Pegou a rua Riachuelo, caminhando com calma e olhando a fachada dos prédios. Gostava da arquitetura dos prédios antigos, nunca cansava de observá-los. “Olha uma plantinha nascendo naquela fresta. A natureza é incrível mesmo!” Passando pela Praça João Mendes, reparou nas mesmas prostitutas à espera de clientes, encostadas nas paredes das construções. “Quanto será que elas cobram? Qualquer dia tomo coragem e pergunto. Será que dão desconto para quem é virgem?” Achou graça do pensamento.

Ia seguir pela avenida da Liberdade quando se lembrou do acidente. “Aqui”, pensou, “foi onde ocorreu! E eu perdi por dois minutos; quando voltei correndo para ver o que tinha sido todo aquele barulho, só vi fumaça e o povo aglomerado.”

Jonatas procurou um lugar para ficar aguardando o acidente. “A explosão foi naquela esquina, onde foi parar o Astra, os outros dois carros capotaram logo ali e as duas motos ficaram na entrada daquele prédio. Caramba, incrível como ninguém tenha morrido.” Ele se lembrava das cenas que tinha visto no telejornal noturno e posicionou-se num lugar seguro, sem bloquear a passagem de ninguém. “Imagina se eu ficasse atrapalhando o caminho das pessoas e alguém se ferisse por causa disso.”

Uma senhora com um menino parou ao seu lado. Perguntou-lhe onde ficava a rua Galvão Bueno.

— É aqui perto. É só seguir direto por aqui, é a segunda à esquerda. A senhora vai passar por uma pracinha e pela estação de metrô Liberdade. Mas é melhor a senhora esperar um pouco aqui.

— Esperar aqui? Por quê?

Barulho de freada.

—Olha, mãe! - gritou o menino.


16/08/2114 13:00 h

Começou a sessão pública da execução. Praticamente todo o país parou para acompanhar. No centro de punição leu-se em voz alta a sentença completa. Numa grande tela eram mostradas, uma a uma, imagens e biografias resumidas dos antepassados do condenado até a quarta geração. Como de praxe, ao final congelava-se uma imagem de cada antepassado em um momento selecionado de sua vida, o mais apropriado para a repercussão temporal, pondo-as lado a lado na tela.

O condenado assistia a tudo, não expressando qualquer emoção, nem o costumeiro sorriso que sempre dava às câmeras. Numa parte da tela a imagem congelou num rapaz numa lanchonete, que rolava uma garrafa de refrigerante de um lado para o outro no balcão. Na parte de cima da tela estavam as imagens dos demais antepassados do Mesófanes.

O técnico conferiu duas vezes os dados recebidos para a execução. Era uma pessoa ideal para a função, extremamente atenta, perfeccionista, detalhista.

Faltavam trinta segundos para as 14 horas. Silêncio no centro de punição enquanto os dígitos do relógio avançavam. Às 14 horas, o juiz acenou com a cabeça para o técnico. O técnico destravou a proteção do acionador, levantou essa proteção e pressionou um botão. O sistema ficou aguardando a confirmação do juiz, que disse em seguida a já esperada frase:

— Que a justiça seja feita!

O computador verificou os padrões vocais. Reconheceu e passou a rodar o programa. A tela do terminal do técnico iluminou-se com gráficos mostrando a evolução da execução. De inteligível para os leigos, somente o texto que aparecia numa das janelas da tela.

14:00:08.6 Ponto temporal localizado

14:00:09.2 Inserção da interferência concluída

No telão a imagem descongelou e mostrou o rapaz pegando um lanche, pondo uma garrafa numa sacola, caminhando devagar enquanto observava as fachadas dos prédios. Via-se o rapaz parado atrás de uma banca de jornal, quando se aproximou uma senhora com um menino. Barulho de freada.

O telão dividiu-se: numa porção exibia-se a expressão de espanto da senhora e do menino, ao lado de Jonatas, cuja expressão parecia ser de maravilhamento. Na outra porção da tela, exibia-se um Astra freando e derrapando, tentando evitar a colisão com duas motocicletas que haviam colidido antes uma com a outra. A lateral do Astra colidiu com as motocicletas. O motorista do carro que vinha atrás não percebeu o acidente. Freou bruscamente e virou o volante para a esquerda, mas seu carro bateu e rodopiou. A porta se abriu e ele foi lançado fora. Desacordado, não viu seu carro colidir na fachada de um dos prédios, no ponto exato do tanque de gasolina do veículo. O tanque incendiou-se e explodiu. Os motoqueiros acidentados já haviam se levantado, com uns poucos arranhões, e correram na direção oposta, como todos os que estavam por perto, quando houve a explosão. O motorista do Astra, que estava vendo os prejuízos na lateral do seu carro, abaixou-se por reflexo. Mesmo com tantas pessoas por perto, ninguém parecia ter sido atingido pela explosão ou pelos veículos.

O telão no tribunal, a mesma imagem que estava sendo transmitida pela rede, ficou com a imagem do Jonatas, da senhora e do menino. Na parte de cima, continuava-se a mostrar os outros ascendentes do condenado, um em cada divisão da tela. Com a explosão, um parafuso foi lançado em velocidade balística na direção de Jonatas. Em câmera lenta mostrava-se o trajeto do parafuso até atingir o olho direito de Jonatas, atravessar-lhe o cérebro e terminar alojado na parede de um prédio.

Vagarosamente Jonatas soltou as sacolinhas que estava carregando. Tombou para trás. A senhora e o menino nem perceberam, estavam ainda olhando o acidente.

No tribunal, o técnico acompanhava com atenção os gráficos e as mensagens enviadas pelo computador para sua tela, observando se tudo estava indo conforme o esperado.

14:18:15.3 Alteração temporal detectada

14:18:15.5 Iniciando proteção dos eventos históricos

14:18:15.6 Escudos temporais ativados e em execução

14:18:15.8 Repercussão temporal em início

A imagem de Jonatas esvaneceu-se. No telão, as imagens dos antepassados, divididos em quadros, agora ocupavam a tela toda. Um a um, desapareciam.

14:18:21.3 Repercussão temporal na terceira geração concluída

14:18:32.5 Repercussão temporal na segunda geração concluída

14:18:47.9 Repercussão temporal na primeira geração concluída

O técnico monitorava o funcionamento dos escudos temporais, mantendo protegido o efeito temporal das ações e da presença dos antepassados do condenado que deixavam de existir, preservando a integridade da História.

Os rostos dos presentes à execução voltaram-se para o condenado. Sua imagem agora preenchia o telão. Viam-se gotas de suor escorrendo por seu rosto e uma evidente expressão contida de preocupação. Começou a abrir os lábios, como se fosse dizer alguma coisa, quando desapareceu.

O juiz, o técnico e todos os presentes se levantaram, como era o costume, dizendo quase em coro:

— A justiça foi feita.

Comentários do autor: como surgiu a idéia para este conto e o processo criativo; curiosidades sobre o desenvolvimento do enredo; comentários aos comentários de leitores (leia somente após ter lido o conto, pois posso estar comentando pontos-chave da história).
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